10 de agosto de 2010

Um craque

Cinquenta e seis anos depois de ter encantado o mundo comandando a Seleção Húngara, Ferenc Puskas (1927 - 2006) merece ser lembrado com a leitura de Puskas – Uma Lenda do Futebol. O livro, lançado há doze anos pela Editora DBA, mas ainda encontrável em muitas livrarias, é uma imensa reportagem feita pelos jornalistas Klara Jamrich e Rogan Taylor. Ele inglês, ela conterrânea do craque.

Jogador que quase sempre estava acima do peso, mas que compensava os quilos a mais com agilidade e um potente chute de perna esquerda, Puskas – juntamente com outros jogadores, técnicos e jornalistas da época – recorda como um time – o Honved – idealizado pelo governo da Hungria, que pretendia usar os jogadores como instrumento de propaganda, se transformou numa máquina de jogar futebol. As conversas entre Puskas e os jornalistas destacam a participação da seleção na Olimpíada de Helsinque, em 1952, a vitória sobre os ingleses em pleno estádio de Wembley – considerado um dos dez melhores jogos de todos os tempos –, a formação do Real Madrid ao lado de Di Stéfano e Didi e, principalmente, o relato sobre a derrota (inimaginável) para a Alemanha na Copa de 1954.

A taça seria levantada por Fritz Walter, comandante de uma seleção alemã que tendo perdido para os mesmos húngaros na primeira fase por 8x3 conseguiu vencer na final, derrotando os adversários por 3x2. Poucos meses depois da Copa, a imprensa europeia descobria que metade do time campeão adoecera de icterícia. Naquele tempo, não havia exame de doping.

E para quem não viu Puskas em ação:

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