24 de setembro de 2010

Coisas muito estranhas estão acontecendo nesta eleição.

Primeiro, o imenso retrocesso da justiça eleitoral, que não satisfeita em obrigar o uso do título eleitoral - documento que caminhava célere rumo à obsolescência - agora ainda exige que um outro documento com foto seja levado. Ora se é para agir dessa maneira melhor seria manter aquele antigo título - usado até 1985 - que embora fosse quase do tamanho de uma cartolina pelo menos já vinha acompanhado de foto.

Outro absurdo é essa confusão do voto para dois senadores, com partidos e candidatos abrindo mão de lançar candidaturas. Aqui onde voto, no Rio Grande do Sul, a situação fica mais absurda ainda com o comportamento de dois candidatos que se apresentam ao eleitor pedindo que o nome deles mereçam ser uma das duas escolhas. Num desrespeito à fidelidade partidária, eles nem sequer se envergonham de sugerir ao eleitor que votem em qualquer candidatura desde que uma das opções sejam eles. Que o eleitor faça - e normalmente faz - essa salada, de misturar partidos, vá lá. Mas a um candidato, filiado, que passa por uma convenção e que ocupa um espaço televisivo destinado ao partido, é um desrespeito que peça ao eleitor que passe por cima das legendas. Mais: estes dois candidatos nem teriam quem indicar, pois os partidos e/ou coligações (num gesto de servilismo) nem chegaram a oferecer ao eleitor uma segunda opção. E aí vem a pergunta final, que de certa forma destrói os argumentos destes dois candidatos: se eles querem que o eleitor considere eles com uma das duas opções, qual será a segunda opção de voto de cada um deles?

4 de setembro de 2010

Rock de resistência

Você já ouviu falar no rock de Camboja? Ele não apenas existiu como poderia ter florescido como uma das manifestações mais curiosas da mistura de ritmos ocidentais com orientais. Porém o Khmer Vermelho considerou a música estrangeira uma influência nociva e tratou de bani-la.

Este site do documentário Don't Think I've Forgotten mostra como esta história tão pouco conhecida quanto trágica merece ser vista com atenção. Que venha logo o documentário.